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Avon e Natura levam a disputa porta-a-porta para a loja
Agencia Estado - AE, 18/05/2007

Parece contraditório, mas a estratégia mais recente das grandes empresas de cosméticos porta-a-porta para expandirem suas vendas no Brasil foi criar lojas fixas. A Avon acaba de inaugurar a Avon Expressa, seu primeiro centro de vendas no Brasil - já há outros em operação em países como Venezuela e Argentina. Mas a Avon Expressa não é uma loja comum. Qualquer pessoa pode fazer compras - desde que se torne uma revendedora."Esperamos que pessoas que talvez nunca tenham pensado em ser revendedoras Avon entrem na Expressa e se interessem", diz o presidente da empresa no Brasil, Luis Felipe Miranda. A Avon investiu R$ 1 milhão na construção da loja, que inclui salas para demonstração de produtos e treinamentos, lounges decorados e um depósito especial de produtos. Ali, separado por uma parede de vidro, a revendedora pode fazer seu pedido e ver as máquinas recolhendo os produtos nas prateleiras e os colocando na caixa.A Avon Expressa é mais uma aposta para tentar crescer em um mercado que movimenta R$ 17,2 bilhões no Brasil. O raciocínio é que, atendendo melhor a revendedora (principal canal de contato com os clientes), ela venderá mais. "O centro tem capacidade de atender cerca de 2 mil revendedoras", diz Miranda. Guarulhos tem 10 mil revendedoras, das 1 milhão que estão espalhadas pelo Brasil. "É um grande pólo, e de fácil acesso por estar próximo a várias rodovias", diz Miranda. Segundo ele, existem planos de construir outras Avon Expressa no Brasil.NaturaA Natura também afirma que o objetivo principal de sua Casa Natura - inaugurada em Campinas, em setembro de 2006 - não é provocar o aumento das vendas diretas. "É um local de convivência para as consultoras, onde elas podem conhecer os novos produtos, utilizar salas para fazer apresentações a clientes e também utilizar serviços, como treinamentos e massagens", diz o diretor comercial, Renato Abramovich.Ele afirma que a Natura pretende construir casas em todos os grandes centros consumidores do País. "Algumas casas devem ser inauguradas ainda este ano", diz Abramovich.Como a margem de lucro no mercado de cosméticos está cada vez mais apertada, as duas empresas estão expandindo sua base de consumidores para ampliar vendas. A Avon está tentando sofisticar seus produtos e competir diretamente com a Natura. "Faz parte de nossa nova campanha democratizar a beleza. Queremos vender produtos bons e a preços acessíveis", diz Miranda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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