REFLEXÕES SOBRE A CRISE
13/02/2009
A CRISE ESTÁ ENTRE NÓS!
QUE CRISE É ESSA?
“O MEDO PARALISA AS PESSOAS E NÃO AS DEIXA PENSAR”
É quase impossível conseguir ler os jornais e os sites na internet ou ouvir os noticiários na TV e no Rádio sem ser inundado por mensagens sobre a crise econômica, a queda do valor das empresas, a queda nas vendas, as demissões e até como os bilionários brasileiros passaram a ser apenas milionários perdendo grande parte do seu patrimônio.
Um olhar sobre a imprensa neste início de fevereiro mostra notícias como:
- "Catástrofe" no mercado automobilístico se tornou global, diz Peugeot
- Produção de veículos cresce; Anfavea prevê melhora no setor em fevereiro
- Prejuízo no quarto trimestre faz Volvo ter lucro 33% menor em 2008
- Vivo investe R$ 103 milhões na Paraíba e em Alagoas
- Claro: apesar da crise, investimentos podem crescer
- GVT diminui investimento para 2009, mas nega impacto da crise
- Vendas de champanhe caem pela primeira vez em 8 anos
- Exportação de vinho sobe 7,7% em 2008 no Chile
- McDonald's abrirá 175 novas lojas na China em 2009
- Lucro do grupo farmacêutico Roche cai 5% em 2008
- Barclays divulga lucro de US$ 9 bilhões em 2008
Como se pode ver, não há uma unanimidade nessas notícias, enquanto alguns prevêem o pior, outros tiveram apenas os lucros diminuídos e outros continuam investindo e pensando em crescer.
O que é real e o que é imaginário em toda esta situação?
A revista Exame publicou uma reportagem em final de dezembro mostrando que dos 39 bilionários brasileiros que foram formados a partir de 2004 com o início dos IPO’s na bolsa de valores, 34 haviam tido perdas significativas e já não faziam parte do clube dos bilionários. Analisando dois exemplos desta lista publicada: Constatino Jr. da GOL que em 08/05/2006 tinha R$ 2,9 bilhões e em 17/12/2008 viu seu patrimônio reduzido para R$ 379,6 milhões e Maurício Amaro da TAM que em 05/06/2006 tinha R$2,7 bilhões e em 17/12/2008 R$ 873 milhões é difícil entender o que ocorreu, já que ambos tem suas fortunas formadas basicamente a partir das empresas de aviação da qual são acionistas, e não parece que estas empresas tenham tido uma redução significativa de aeronaves nesse período, ou tenham perdido muitas rotas, A realidade é que tanto o crescimento do valor do patrimônio como a queda estavam baseados na economia financeira calcada na bolsa de valores e não na economia real.
Mesmo na economia real até que ponto as medidas de corte de produção, fechamento de unidades, demissões em massa são em função dessa crise ou são ações que já deveriam ter sido tomadas há algum tempo e agora encontraram um fato para justificá-las.
Existe crise no mercado mas também existe uma forte crise de gerenciamento.
Fiz uma pesquisa no semestre anterior sobre os modelos de gestão de vendas utilizados pelas empresas e os resultados são assustadores, predominam a informalidade, o descontrole e a intuição pura e simples. Em muitos casos a crise será muito bem vinda para explicar metas não alcançadas.
A vida continua e tudo começa com o consumidor, que diante de tantas indicações negativas tende a se tornar mais conservador e concentrar-se mais no que necessita e menos no que deseja. Mas as crianças, as mães, os pais, avós continuarão a fazer aniversário, todos terão que se alimentar, continuar se locomovendo, continuarão a interagir socialmente e por aí a fora e a vida continua.....
Alguns segmentos sofrerão mais que outros, a perspectiva de desemprego pode retrair as pessoas, mas é neste momento que as empresas têm que buscar alternativas para dinamizar o mercado, lançando novos produtos, buscando novas formas de motivação, tornando o processo de compra atraente e reduzindo a barreira de aquisição encontrando formas de facilitar o pagamento.
Não se trata de vender $100 em condições favoráveis ou menos favoráveis, mas de vender $100 em condições menos favoráveis ou vender apenas $20. Cada um deve julgar o que é melhor.
É neste momento de dificuldade que se conhecem as empresas organizadas que encontram alternativas, dinamizam o mercado e se fortalecem e por outro lado também se conhecerão as empresas que desorganizadas não conseguirão atravessar esse período turbulento. Mas não se pode simplesmente culpar a crise, do contrário nunca se buscará uma maneira efetiva de melhora nos processos de gestão e continuará a total vulnerabilidade aos humores do mercado.
Nunca é tarde para começar a mudança rumo a um processo de gestão técnica que neste momento trará mais do que condições de melhoria, condições de sobrevivência!
Choque de gestão! Essa é a solução para a crise.
Boa reflexão a todos! Se quiserem fazer comentários ou aprofundar a discussão contatem-me por meio de secretaria@trademarketing.com.br
Prof. Dr. Francisco Alvarez
13/12/2009
Por Prof. Dr. Francisco Alvarez


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